Nasci a 21 de Fevereiro de 2005

sábado, dezembro 23, 2006

Boas Festas!

Não me interessa quem é. Não sei se apareceu aqui por acaso ou intencionalmente. Não sei a sua idade, sexo, raça ou ideologia. Não me interessa. Sei apenas isto:
Desejo-lhe um
Muito Feliz Natal
e um
Fantástico 2007!

sábado, dezembro 02, 2006

Cumpriu-se a tradição!

No dia 1 de Dezembro é dia de decorar a casa de acordo com a época. E desta vez a tradição teve uma emoção maior. Não é a tua primeira Árvore de Natal, D., mas é a primeira vez que participas na sua decoração. Foste tu quem deu as bolas, os flocos, os frutos vermelhos e os pinheirinhos à mamã. E sugeriste onde cada um devia ficar. Claro que, se eu tivesse seguido à letra as tuas sugestões, 90% dos enfeites teria sido colocado na mesma pernada, na parte da árvore que fica do lado da parede. Mas aquilo que verdadeiramente importou foi a alegria, a excitação, o prazer que sentiste. E o momento mágico em que as 36o luzes brancas e as 360 luzes vermelhas iluminaram a tua Árvore de Natal!

E não nos esquecemos de colocar a meia na chaminé, à espera da prenda especial que o Pai Natal deixará durante a noite e que iremos procurar assim que acordares na manhã do dia 25.



Boas Festas!

quinta-feira, novembro 23, 2006

Dorme, dorme meu menino...

Em 21 meses nunca consegui que o meu filho dormisse como devia.
Quando era pequenino, pequenino, dormia durante o dia, acordando para comer e, ao cair da noite parecia que despertava, só ferrando a dormir bem depois das 22 ou 23h.
A partir dos 3 meses e meio passou a dormir no quarto dele, mas tinha de ser colocado na cama já semi-adormecido (e sempre depois das 10 da noite). E não se pense que ficava a dormir pela manhã adentro, nada disso. Bem cedinho (7 ou 8h) acordava e já não ficava na caminha.
Depois de fazer um ano de idade, passou a pedir para o levarmos para a cama, mas sempre bem tarde. Tirando algumas excepções, virava-se para o lado e adormecia pouco depois sem precisar que ficássemos com ele. Por vezes, ficava a dormir até mais tarde de manhã - 11 ou 12 horas.
Depois chegou outra fase. Pedia para ir para a cama, mas arrependia-se logo a seguir. Tinhamos de o ir buscar novamente, porque ele levantava-se e chorava desalmadamente. Tinha de adormecer ao pé de nós antes de o podermos colocar na cama.
Há cerca de um mês tudo mudou novamente. Sem que percebamos porquê (mas eu aposto nas trovoadas que se faziam ouvir e sentir durante a noite) levantava-se da cama e gritava em perfeito desespero. Não era um choro de mimo ou de zanga, era de aflição. Resultado: passou a dormir onde nunca antes tinha dormido - connosco. E não conseguimos fazê-lo voltar à cama e ao quarto dele. Por vezes, quando está meio adormecido ou mesmo já a dormir tentamos levá-lo para o quarto dele. Mas ele pressente e, meio acordado e meio a dormir, aponta para o nosso. Se o colocamos na cama dele, levanta-se e chora e grita, se for na nossa cama adormece instantaneamente.
Não sabemos o que fazer. Sabemos apenas que o sono dele não tem nem qualidade, nem quantidade suficiente. O nosso também não.
Não sei se terá tido influência mas eu nunca precisei de dormir muito e, mesmo durante a gravidez, eu não tinha sono e ficava acordada até às 4 ou 5 da manhã. E não dormia durante o dia. Talvez ele saia a mim, mas uma criança precisa de dormir.
Quem me dá respostas?

terça-feira, novembro 21, 2006

No dia 21, 21 meses

Estás tão "grande", meu bebé pequenino.
Adoro-te.

sábado, novembro 18, 2006

Dias bons

Não há dias maus quando o meu filho interrompe o que está a fazer e vem ter comigo para me dizer: "Dóio-te!"

sexta-feira, novembro 10, 2006

Telenovela

Aparentemente vai estrear em breve na TVI uma novela cujo nome é também o deste blog.
Bolas!

segunda-feira, outubro 23, 2006

Falta de memória

Há uns posts atrás escrevi que o D. tinha sido atacado pela 3ª Ite da sua curta história. Não é que só hoje me lembrei que ele também já tinha tido uma ConjuntivITE? E bem feia, por sinal...
Isto faz-me pensar como é fácil esquecermo-nos de coisas que até são importantes. Ainda só tens 20 meses e já há pormenores que me vão escapando... Não tem piada nenhuma, não senhor!

sábado, outubro 21, 2006

Light a million candles...



terça-feira, outubro 17, 2006

100 coisas sobre mim

Quase tudo o que possam querer saber sobre mim. Ou não e basta não ler.


001. Sou mulher.
002. Tenho 35 anos.
003. Sou do signo Aquário.
004. Sou casada.
005. Sou mãe de um menino lindo e traquinas.
006. Sou lisboeta.
007. Mas vivo na zona Oeste.
008. Sou professora.
009. E gosto muito de o ser.
010. Tenho 2 cães.
011. Tenho 1 gato.
012. Tinha 3 peixes, agora só tenho 2.
013. Não sou alta, nem baixa.
014. Não sou magra, nem gorda.
015. Tenho cabelo castanho, semi-encaracolado e comprido.
016. Uso óculos.
017. Sou viciada em chocolate negro (se for com recheio de nata, sou mais ainda).
018. Não consigo comer chocolate branco ou de leite, com passas, frutos secos, licores ou afins.
019. Excepto se estiver fora de casa, todos os dias faço o meu pequeno-almoço e tomo-o enquanto leio durante pelo menos 30 minutos. Todos os dias, a sério.
020. Não tenho grande jeito para a culinária.
021. Não sou uma fada do lar, mas gosto de limpeza e de arrumação.
022. Porém, a minha parte do escritório é, 90% do tempo, um caos.
023. Raramente faço alguma tarefa do início ao fim sem interrupções. Geralmente faço várias coisas ao mesmo tempo.
024. Tenho 1 irmão.
025. Tenho 1 cunhada.
026. E 1 sobrinha.
027. Já parei de fazer esta listagem 2 vezes. A 1ª fui ler os emails, a 2ª fui descongelar carne para o jantar.
028. Aparento ser calma, mas sou moderadamente stressada.
029. Adoro ler policiais e mistérios. Mas também leio outras coisas.
030. Na TV, vejo notícias, filmes e séries e alguns documentários.
031. Não consigo ver novelas.
032. Não tenho preferência por nenhuma das estações do ano.
033. Gosto de coisas específicas das várias estações: das folhas verdes e das flores da Primavera; do cheiro a mar e sabor a sal e das noites de Verão; da cor e do cair das folhas no Outono e do cheiro a castanhas; dos dias frios com sol e de estar no sofá com uma manta quentinha no Inverno.
034. Se estiver em casa, adoro chuva torrencial e trovoadas.

035. Sei nadar, mas não vou para fora de pé no mar. Em rios ou piscinas, sim.
036. Desde Outubro/Novembro de 2004 que leio blogs (quase) diariamente - menos nas férias e, às vezes, ao fim de semana.
037. Não consigo fazer esta lista dividida por categorias. Misturo diferentes tipos de informação.
038. Não consigo ter as unhas dos pés ou das mãos muito compridas.
039. Não saio de casa sem brincos.
040. Não consigo usar pulseiras e raramente, mas mesmo muito raramente, uso fios.
041. Tenho uma doença genética rara.
042. Aprendi a viver com ela. Há piores.
043. Como não posso fazer desporto, comecei agora a fazer Pilates.
044. Dá-me vontade de rir sempre que vejo a minha figura ao espelho a fazer os exercícios.
045. Profissionalmente, sou um tanto ou quanto perfeccionista e tenho espírito de liderança.
046. Há quem me considere snob nas primeiras impressões, mas quase toda a gente muda de opinião.
047. Não sou extrovertida, nem introvertida.
048. Não gosto de dar nas vistas.
049. Vou interromper esta listagem novamente. O Feedreader apita e diz-me que há novos posts para ler.
050. Não consigo dormir com a claridade. Se eu ou o meu marido nos esquecemos de fechar as portadas acordo assim que haja luz do dia.
051. Não preciso de muitas horas de sono.
052. Se, por algum motivo, acordo, é-me difícil adormecer novamente. Detesto isto.
053. Amigos, tenho poucos e bons.
054. Não aprecio festas e noitadas. Sou mais do tipo caseiro.
055. Só bebo água natural. Independentemente da estação do ano.
056. Além da água, só consigo beber sumos naturais e, ocasionalmente, sangria branca.
057. Raramente bebo leite ou como derivados.
058. Não faço uma alimentação equilibrada e/ou saudável. Gosto de petiscos e cometo alguns excessos.
059. Tenho pena de gostar tanto de comer. Adorava comer para viver e não o contrário.
060. Adoro ir almoçar ou jantar fora. É menos uma refeição que tenho de cozinhar.
061. Não ligo muito a música. Basicamente, ouço rádio enquanto conduzo.
062. A propósito, gosto muito de conduzir.
063. Se sair com o meu marido, não tenho hipótese. Conduz ele.
064. Já não cometo os excessos de velocidade que cometia. (Sou mãe, lembram-se?)
065. Conduzo uma carrinha e faz-me impressão conduzir carros pequenos.
066. Vivo numa aldeia e gosto muito.
067. Durante 30 anos vivi em prédios, agora vivo numa casa com jardim e também gosto muito.
068. Distribuo sorrisos e acenos às pessoas com quem me cruzo na minha aldeia e gosto tanto.
069. Gosto muito de marisco. Especialmente se for camarão de Espinho (ou da Costa, que é a mesma coisa).
070. Gosto de pão cozido a lenha. De preferência, mal cozido.
071. Quando um dos meus cães (o mais velho, o Cocker Spaniel) ladra durante muito tempo e isso me complica com nervos, ameaço-o com uma mangueirada. Às vezes, fica molhado. Ainda bem que o Boxer raramente ladra. Adora mangueiradas, mesmo em pleno Inverno.
072. Já fumei durante alguns anos e já me deixei disso há 9 anos atrás.
073. Não tenho qualquer aptidão artística: canto mal, não sei desenhar nem pintar, nem fazer trabalhos manuais. Até a cortar com X-acto ou tesoura corto mal.
074. Deixei de beber café de máquina quando fiquei grávida. Sou viciada em Nescafé.
075. A minha fruta preferida é Abacaxi.
076. Gosto muito de peixe grelhado e adoro Bacalhau (de qualquer maneira).
077. Com excepção da carne de porco, só gosto da carne mal-passada.
078. Praticamente não como bolos de pastelaria.
079. Prefiro salgados a doces.
080. Gosto muito de cinema mas raramente consigo lá ir.
081. Nunca tenho dores de cabeça.
082. Nunca tive gripe. Constipações, sim.
083. A única vez que me recordo de ter tido febre foi há mais de 20 anos e tive de pedir à minha mãe que me segurasse com força para parar de tremer - o que me estava a provocar dores de costas horríveis.
084. Não gosto de ver desporto na TV.
085. Gosto de me vestir em tons de azul e castanho no Outono e no Inverno. Nas outras estações sou mais colorida.
086. Se pudesse, usava botas o ano inteiro. Adoro botas.
087. Também adoro malas.
088. Mesmo que a moda dite o contrário, tenho de combinar o calçado com a mala. De outra maneira, não saio de casa.
089. Entretanto já fui ver se tinha correio, arrumar uma máquina de loiça e mandar calar o cão novamente.
090. É raro usar maquilhagem.
091. Tenho muitos cabelos brancos. Por isso, pinto-os.
092. Tenho as pernas tortas. Meto os joelhos para dentro.
093. Não uso saias curtas ou médias. Compridas também é raro.
094. Não faço ideia de quantas vezes já vi o filme "Música no Coração". Natal sem este filme é um Natal mais pobre.
095. Interrompi esta listagem para corrigir os trabalhos de uma turma. Estou sempre a pensar noutras coisas que tenho de fazer.
096. Gosto de fazer compras em centros comerciais.
097. Gosto de passear a pé por Lisboa e já não o faço há muito tempo.
098. Não gosto de favas.
099. Não consigo estar muito tempo ao sol. Nem na praia, nem numa esplanada. Em lado nenhum, mesmo.
100. Emociono-me a ver filmes lamechas de histórias de amor, histórias com animais ou criancinhas. Não consigo ver programas sobre crianças/animais /idosos maltratados ou afins sem chorar.


Talvez tenham lido até aqui ou talvez não. Giro, giro era se cada um de vocês fizesse o mesmo nos vossos blogs. Fica aqui o desafio para quem o quiser e desafiem outros a fazer o mesmo (se tiverem tempo e paciência para isso).


quinta-feira, outubro 12, 2006

"Se te portas mal, a enfermeira dá-te uma pica!"

Ontem ao final do dia levei o D. ao Centro de Saúde para que levasse a 1ª dose da vacina da gripe. Tal como eu, uma outra mãe de um outro miúdo, fez o mesmo. Tanto o meu filho quanto o dela não paravam quietos. Mexiam nas revistas, arrastavam cadeiras, atiravam-se para o chão. Preocupei-me apenas em que o D. não estragasse nada e em que tudo ficasse arrumado como estava antes. A outra mãe, talvez vencida pela cansaço, pega no filho por um braço e diz-lhe: "Se não te portas bem, a enfermeira dá-te uma pica!" O miúdo fica aterrado e, logo por azar, chega a vez de ser chamado. Vai em pânico arrastado pela mãe que lhe grita: "Vês? Vês?"
Foi nesse momento que peguei no D. ao colo e lhe expliquei, mesmo que ele não me perceba bem ainda, que ía levar uma pica, que ía doer um pouquinho mas passaria rápido, que era para não ter dói-dóis. E depois dessa pica, dei-lhe beijinhos e miminhos e uma bolacha por se ter portado tão bem e ter sido um valente.

sexta-feira, outubro 06, 2006

Ite

E aos 19 meses e alguns dias travas conhecimento com a 3ª ite da tua história: a gastroentrITE.
(A 1ª foi a Bronquiolite - repetida algumas vezes na tua primeira época Outono/Inverno; a 2ª foi a Laringite - já este Verão).
Mas quem é que avisa estas tipas onde é que os miúdos moram? Quem!?

quinta-feira, setembro 21, 2006

Carrocel

Terça-feira, final de tarde. Desafio dos vizinhos da casa do lado esquerdo (informação desnecessária porque os do lado direito não nos desafiam para nada, mas adiante): "vamos jantar fora e levar os miúdos a andar nos carrocéis" (que anda por aqui onde moramos uma festarola que dura uma semana e que, quando cá voltar, já o D. atingiu a maioridade).
E nós fomos, claro. Ainda para mais para uma estreia.
Depois do jantar, lá fomos nós para o recinto dos carrocéis. Começámos pelo mais pequenino. Sentámos o D. num mini-carro de bombeiros (tinha de ser um carro fechado porque ele poderia tentar sair) e pedimos ao G. - 2 anos mais velho - que lhe fizesse companhia. E lá foram eles. Na 1ª volta, o D. começa a franzir o sobrolho, na 2ª, a fazer beicinho e, à 3ª, já se soltara um choro assustado. O carrocel teima em prosseguir viagem, o G. grita-nos aflito porque o D. "tá a chorar!", eu e o pai tentamos convencer o D. - que mal nos vê quando passa por nós - que está tudo bem e fazemos figuras absolutamente ridículas, os pais do G. negoceiam com o maquinista uma paragem antecipada da coisa, o que vem a acontecer porque não há mais ninguém a bordo.
"Olha, não gostou", diz o pai, "mas agora vai andar comigo no grande e aposto que vai gostar". Eu deito uma olhadela aos cavalos e girafas, aos potes e cadeiras que giram e giram e sobem e descem e tenho as minhas dúvidas, mas pronto. E lá foi ele novamente, desta feita ao colo do pai. Não chorou, mas andou às voltas sempre com cara de poucos amigos.
Há tempo ainda para o G. ir dar umas voltas nos mini-carrinhos de choque. O D. - já no carrinho dele (de bebé, não de choque) - olha para as luzes e ouve a música sem o mínimo sinal de entusiasmo.
Vamos finalmente para casa e o D. vai dormir. Ao contrário de 99,9% das suas noites, acorda a meio da noite a chorar e agarra-se a mim quando o vou ver, trepa por mim acima e aponta para a porta do meu quarto. Dormimos todos mal: ele, o pai e eu.
De manhã comento com o N: "Se calhar traumatizámos o miúdo e agora nunca mais quer andar de carrocel". Resposta dele: "Se calhar... mas já viste o dinheiro que se poupa?"

segunda-feira, setembro 18, 2006

Um Novo Ano

Por defeito de profissão (sendo professora), os meus anos não se regem pelo calendário civil, mas sim pelo calendário lectivo. Setembro é o mês da adaptação a novas rotinas. Um novo horário de trabalho, novos colegas, novos alunos, novos níveis de ensino. É agora que tenho que tomar novas decisões: vou inscrever-me no Pilates, vou tentar alterar maus hábitos alimentares e vou, acima de tudo, tentar ao máximo levar para casa o mínimo de trabalho.
E ir buscar-te o mais cedo possível, D. Para lancharmos, brincarmos e rir muito. E cantar, jogar à bola, dançar, correr, saltar em cima das folhas secas do jardim, fazer disparates e cair de vez em quando.
O meu coração fica tão pequenino quando te deixo de manhã. Sei que adoras estar na "Casinha da T." e que, ali, estás (quase) tão bem como se ficasses com os papás ou com os avós. E ainda por cima com outros meninos com quem brincar. Mas o teu choro e a maneira como te agarras a mim e trepas por mim acima, quando te deixo de manhã, são um peso que tenho de carregar comigo ao longo dos dias. Mas vai passar, eu sei. Lá chegará o interiorizar desta nova rotina e passarás a despedir-te de mim com beijinhos apressados pois a brincadeira chama por ti.
Para nós, um bom ano.
E para vocês, também.

sábado, setembro 16, 2006

(Re)Início

Este não é o nosso primeiro blog. Mas é um novo caderno, com uma capa ainda sem os cantos amassados, com as linhas em branco. A mamã (o eu desta história) distanciou-se - cansou-se - do outro caderno. Deixou-o ao abandono e agora não lhe apetece voltar a escrever nele. Trocou-o por um novo - coitado!

Este blog também é, tal como o outro, para ti (o tu desta história). Existe porque tu existes, filho.